A 6.ª Turma Suplementar do TRF/ 1.ª Região negou provimento à remessa oficial e à apelação da Fazenda Nacional, que pleiteava aplicação de pena de perdimento contra empresa por questões relativas a importação de bens.
O juízo de 1.º grau concedeu segurança para anular a aplicação da pena, compelindo a Fazenda Nacional a devolver as mercadorias estrangeiras apreendidas, por concluir que a importadora apenas incorreu em erro material no preenchimento da Declaração de Importação (DI).
A Fazenda Nacional, então, recorreu a esta Corte para modificação da sentença.
O juiz federal convocado Fausto Mendanha Gonzaga, relator do processo, ressaltou nos autos que a empresa, ao verificar o erro na DI, empenhou-se para retificar a ocorrência, fazendo a correção em data anterior a do auto de infração, mas o órgão fiscalizador não aceitou a retificação da declaração. O relator inferiu, da tal conduta da empresa, a inexistência de intenção fraudulenta.
O relator salientou, ainda, que a pena de perdimento é justificável apenas nos casos em que se configurar a intenção de produzir prejuízo ao erário, o que não ocorreu no caso. O relator embasou-se, também, em entendimento sedimentado pelo Superior Tribunal de Justiça no mesmo sentido: “A par da legislação sancionadora [...] a própria receita preconiza a dispensa da multa, quando não tenha havido intenção de lesar o Fisco, estando a mercadoria corretamente descrita, com o só equívoco de sua classificação”.
Fonte: (www.trf1.gov.br) |